Pequeno Dicionário

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C

                

Cadastro de clientes

Conjunto de dados e informações gerais sobre a qualificação dos clientes.

Caderneta de poupança

Depósitos de poupança, em dinheiro, trata-se de uma aplicação de renda fixa que paga juros de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial. Regra geral, oferece menor rendimento que outras aplicações de renda fixa. Mas é a aplicação mais procurada pelo pequeno investidor, porque costuma ter um menor limite mínimo de depósito. Também oferece algum nível de segurança. A caderneta tem uma data mensal de aniversário e somente paga o rendimento para o dinheiro que ficou parado nesta conta entre os dois aniversários. Muitos bancos oferecem cadernetas com múltiplos aniversários. Na prática, estas contas têm um único número, mas funcionam como se fossem várias contas, cada qual com um aniversário. De qualquer forma, o rendimento somente é pago se o dinheiro ficou depositado desde o último aniversário da conta ou da sub-conta. É permitido sacar o dinheiro da poupança antes do aniversário, porém os juros referentes ao dinheiro sacado não serão pagos. O rendimento da caderneta de poupança costuma ser igual em todos os bancos, embora alguns ofereçam atrativos, como a compensação da CPMF (para aplicações acima de três meses), ou facilidades na tomada de crédito, incluindo juros mais baixos. O dinheiro da caderneta é a principal fonte de recursos para o financiamento de imóveis. A poupança não paga Imposto de Renda.

Caixa 2

Nome dado aos recursos que a empresa não declara para o fisco, que não têm registro nos livros contábeis. São valores sonegados, com o objetivo de reduzir o pagamento de impostos e/ou porque têm origem duvidosa. Muitas vezes, o caixa 2 acaba sendo usado em operações ilícitas, como pagamento de propinas a funcionários públicos ou depósitos em paraísos fiscais. 

Caixa de registro e liquidação

Empresa responsável pela liquidação e compensação das negociações a vista, a termo e de opções, realizadas em bolsa.

Calispa

Empresa controlada pela Bolsa de Valores de São Paulo. Sua função é compensar e liquidar financeiramente as operações realizadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA).

Call

Veja Opção de Compra de Ações.

Câmara de Compensação

Organização que reúne vários bancos de uma localidade com o objetivo de liquidar os débitos entre eles, conpensando todos os cheques emitidos contra cada um dos seus membros mas apresentados para cobrança em qualquer um dos outros.

Câmbio

Negociação de moeda estrangeira, através da compra, venda ou troca da moeda de um país pela de outro. O câmbio exprime a relação de troca entre moedas de diferentes países, transação comum nas operações de comércio exterior (exportação e importação) e de transferências de capital, por qualquer motivo, seja investimento ou gastos com turismo. As cotações relativas das moedas são definidas por diversos fatores, dependendo basicamente da oferta e da procura por uma moeda. O nível de desenvolvimento econômico do país contribui para a definição de sua taxa de câmbio, bem como o nível de investimentos estrangeiros que recebe, seu nível de relação comercial com os demais países, sua situação fiscal, seu nível de juros, entre outros fatores. Países mais fortes economicamente, mais sólidos, tendem a ter moedas com maior aceitação internacional.

Capital

É a soma de todos os recursos, bens e valores, mobilizados para a constituição de uma empresa.

Capital Aberto (companhia de )

Empresa que tem suas ações registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) distribuídas entre um determinado número de acionistas, que podem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão.

Capital autorizado

Limite estatutário, de competência de assembléia geral ou do conselho de administração, para aumentar o capital social de uma empresa.

Capital de Giro

Parte dos bens de uma empresa representados pelo estoque de produtos e pelo disponível (imediatamente e a curto prazo). Em contabilidade, é a parte do capital da empresa que se destina a tocar os negócios no dia-a-dia. É aquele dinheiro que vai ser usado para pagar salários, fornecedores e contas em geral. É importante que a empresa tenha capital de giro suficiente, caso contrário precisará tomar empréstimos no mercado, quando estiver apertada, sem caixa, para pagar seus compromissos. Este mesmo termo é usado pelos bancos para as operações de empréstimos para empresas, com prazo mínimo de 30 dias. Neste caso, o termo é usado vinculado à análises financeiras, e se refere a empréstimos a um dado nível de juro.

Capital de Risco

Capital investido em atividades em que existe a possibilidade de perdas.

Capital Fechado (companhia de)

Empresa do tipo Sociedade Anônima (S.A.) em que o capital, representado pelas ações, é dividido entre poucos acionistas. Essas ações não são negociadas nas bolsas de valores ou no mercado de balcão.

Capital Social

Montante de capital de uma sociedade anônima que os acionista vinculam a seu patrimônio como recursos próprios, destinados ao cumprimento dos objetivos da mesma.

Capital social subscrito a integralizar

Parcela de subscrição que o acionista deverá pagar, de acordo com determinação do órgão que autorizou o aumento de capital de uma sociedade.

Capital social subscrito e realizado

Montante de capital social acrescido da parcela de subscrição paga pelo acionista.

Capitalização

Ampliação do patrimônio, via reinversão de resultados ou captação de recursos, pela emissão de ações.

Capitalização dos juros   

Cobrança de juros sobre juros. A cada início de mês, o novo juro é aplicado sobre a dívida total, que inclui o principal (empréstimo de fato) e os juros dos meses anteriores. No caso dos juros simples, a taxa incide apenas sobre o principal. Por exemplo, uma dívida de $ 100, com juro de 10% ao mês. No juro composto (capitalizado) a evolução da dívida iria para $ 110 no final do primeiro mês, $ 121 no final do segundo, e assim sucessivamente até que no final de um ano a dívida seria de $ 313,84. No juro simples, a dívida seria de $ 110 no final do primeiro mês, de $ 120 no final do segundo, e assim sucessivamente até chegar a $ 220 no final de um ano. Uma diferença de $ 93,84. Há uma discussão sem fim sobre se é correto ou não cobrar juros capitalizados. Mas esta conversa é mais moral do que prática, e não leva a lugar algum. Aparentemente, quem está devendo prefere o juro simples, porque teria uma dívida menor no vencimento. Acontece que na prática as coisas são diferentes. Vamos supor que o banco queira receber $ 313,84 por um empréstimo de $ 100 em um ano, e os tomadores de empréstimos aceitam pagar este montante, mas a lei proíbe o juro composto. Neste caso, o banco simplesmente converte o juro composto em taxa simples. No mesmo exemplo, bastaria que o banco cobrasse uma taxa mensal de 17,82%. Desta forma, através do juro simples, no valor de $ 17,82 por mês, cobrados apenas sobre o principal de $ 100, no final de um ano a dívida estaria nos mesmos $ 313,84. Não faz sentido discutir se o Brasil deve praticar juros compostos ou simples. A taxa composta é sem dúvida a mais usada, até pela sua praticidade. Se os juros estão altos, é preciso discutir os motivos macroeconômicos, a política econômica, o cenário internacional e, por que não, a disposição dos tomadores de empréstimos aceitarem juros absurdos. A calculadora aceita qualquer cálculo, e no final o devedor vai pagar mesmo os $ 313,84.

C-Bond (Front-Loaded Interest Reduction with Capitalization Bond)

Título da dívida externa brasileira negociado no mercado internacional. A emissão desses títulos ocorreu em abril de 1994, com vencimento em abril de 2014.

Captação

Obtenção de recursos para aplicação a curto, médio e/ou longo prazos.

Carta de Crédito

Carta cujo signatário autoriza o destinatário a entregar a uma terceira pessoa certa importância em dinheiro ou determinada quantidade de mercadorias.

Carteira administrada

Expressão que designa um portfólio de investimentos sob a responsabilidade de um gestor, a quem cabe a escolha das aplicações (ações, títulos e outros ativos e valores) de acordo com os níveis de remuneração e risco desejados. A carteira pode ser formada por recursos de um único investidor ou de um grupo deles, caso dos fundos de investimento. 

Carteira de ações

Conjunto de ações de diferentes empresas, de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas.

Carteira de investimentos

Conjunto de ativos financeiros pertencentes a uma pessoa ou empresa. A carteira de um investidor é o conjunto de todos os tipos de investimentos que ele possui. A carteira de um o operador de bolsas de valores ou de um fundo de investimento é o conjunto de todos os títulos, papéis ou valores que são objeto de negociação. 

Carteira de títulos

Conjunto de títulos de rendas fixa e variável, de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas.

Caução

Depósito de títulos ou valores efetuados para o credor, visando garantir o cumprimento de obrigação assumida.

Cautela

Certificado que materializa a existência de determinado número de ações; também chamada título múltiplo.

Certificado

Documento que comprova a existência e a posse de determinada quantidade de ações.

Certificado de depósito

Título representativo das ações depositadas em uma instituição financeira. Algumas empresas do Mercosul são negociadas nas bolsas de valores brasileiras por meio desse mecanismo.

CDB - Certificado de Depósito Bancário

São títulos nominativos, emitidos pelos bancos comerciais e de investimentos, que pagam taxas de juros em determinado vencimento para seus compradores. O dinheiro captado nos CDBs é usado para as operações de crédito do banco.

CDC - Crédito Direto ao Consumidor

Trata-se do financiamento pessoal concedido, pelas próprias vendedoras ou por financeiras, para aquisição de qualquer bem de consumo ou serviço. O consumidor passa a desfrutar imediatamente de um bem que será pago com sua renda futura. Os cartões de crédito também são uma forma de crédito direto ao consumidor.

CDI - Certificado de Depósito Interbancário

É um título de renda fixa que representa operações de crédito entre bancos. Um banco emite um CDI, vende este papel no mercado, e com isso consegue levantar dinheiro para suas necessidades. A taxa do CDI é divulgada diariamente, para operações de um dia ou por prazos maiores (30, 60 ou mais dias), regra geral como taxa anualizada. Instituições como Cetip e Anbid fazem apuração diária das médias destas taxas e divulgam ao mercado como parâmetro das taxas praticadas.

Certificado de Desdobro

Comprovante do desdobramento de um certificado de ações em vários outros.

CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários

Título mobiliário privado recentemente criado, e que começa a atrair a atenção de investidores, ampliando as possibilidades de investimento no setor imobiliário. São papéis emitidos por empresas securitizadoras e lastreados em contratos de financiamento de imóveis. O risco destes papéis é o de inadimplência dos contratos em que são lastreados. Por regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), só podem ser objeto de oferta pública CRIs com valor nominal a partir de R$ 300 mil, o que torna estes papéis inacessíveis aos pequenos investidores. Estes valores mínimos podem ser alterados a qualquer momento.

Cesta Básica

Conjunto de bens satisfazem as necessidades básicas de uma família de trabalhadores. O conceito de necessidades básicas varia conforme o nível médio de renda da população alvo. Como exemplo pode-se citar a cesta básica elaborada pelo Procon-São Paulo, que computa o preço médio de uma cesta de produtos alimentares, de higiene e limpeza consumidos por uma família padrão de quatro pessoas com renda de 10,3 salários mínimos, na região metropolitana de São Paulo.

Cetip - Central de Custódia e Liquidação de Títulos

Empresa criada pelas instituições financeiras, em parceria com o Banco Central, onde se custodiam, registram e liquidam financeiramente as operações feitas com todos os papéis privados e os títulos estaduais e municipais através de seu sistema eletrônico. Na Cetip ficam garantidas as operações, pois quem compra tem certeza da validade do título e quem vende tem certeza de recebimento do valor. Abrange também a liquidação financeira das transações realizadas na Bolsa de São Paulo (Bovespa), Bolsa do Rio de Janeiro (BVRJ) e Bolsa de Mercadorias e de Futuros (BM&F).

Chamada de bônus

Resgate de bônus pelo emitente, mediante o pagamento antes do vencimento.

Chamada de capital

Subscrição de ações novas, com ou sem ágio, para aumentar o capital de uma empresa.

Chinese Wall

Termo usado para designar a separação física e administrativa entre a tesouraria do banco e a gestora de fundos (asset management). Esta separação é exigida pelo Banco Central para evitar possíveis conflitos de interesses entre o banco e a administração dos recursos de terceiros.

Circuit breaker

Procedimento das bolsas que interrompe o pregão quando a variação do preço de um ativo ou do índice de ações atinge um limite predeterminado, tanto de alta quanto de baixa. O objetivo é evitar que causas localizadas gerem pânico entre os investidores. Este mecanismo não impede a alta ou baixa das ações e outros ativos, mas força que os movimentos acompanhem decisões conscientes sobre observações mais concretas, reduzindo o efeito do fator emocional, sempre muito presente nas bolsas.

Cisão

É o processo de transferência, por uma empresa, de parcelas de seu patrimônio a uma ou mais sociedades, já existentes ou constituídas para esse fim, extinguindo-se a empresa cindida se houver versão de todo o seu patrimônio.

Clearing house

Clearing house - ou câmara de compensação - é o sistema pelo qual as bolsas garantem o cumprimento dos compromissos de compra e venda assumidos em pregão. Pode ser uma estrutura interna ou externa, adjunta à bolsa. A clearing é responsável pelo registro de todas as operações realizadas, acompanhamento das posições mantidas, compensação financeira dos fluxos e liquidação dos contratos. 

Clube de investimentos

Grupo de pessoa físicas (máximo de cento e cinqüenta), que aplica recursos de uma carteira diversificada de ações, administrada por uma instituição financeira autorizada. O clube pode ou não ter como gestor um dos cotistas do clube, sendo que a administração deve ser em parceria com uma instituição autorizada, seja um banco de investimentos, uma corretora ou uma distribuidora. De acordo a Instrução n.º 40 de 1984 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cabe às bolsas de valores a função de registrar, regulamentar e fiscalizar os clubes de investimentos. Os clubes são isentos de CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) na compra e venda de ações.

CMN - Conselho Monetário Nacional

Órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional, subordinado ao Ministério da Fazenda. Ao CMN compete: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. O CMN é constituído pelo ministro da Fazenda (presidente), pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (Bacen). Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo Bacen. Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc), composta pelo presidente do Bacen, na qualidade de coordenador, pelo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pelo secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e por quatro diretores do Bacen, indicados por seu presidente. Está previsto o funcionamento também junto ao CMN de comissões consultivas de normas e organização do sistema financeiro, de mercado de valores mobiliários e de futuros, de crédito rural, de crédito industrial, de crédito habitacional e para saneamento e infra-estrutura urbana, de endividamento público e de política monetária e cambial.

CNBV - Comissão Nacional de Bolsas de Valores

Associação civil sem fins lucrativos, que tem a função de representar os interesses das bolsas de valores do País perante as autoridades monetárias e reguladoras do mercado.

Colocação direta

Aumento de capital realizado pela subscrição de ações, pelos atuais acionistas, diretamente em uma empresa. 

Colocação indireta

Aumento de capital realizado mediante subscrição, no qual a totalidade das ações é adquirida por uma instituição financeira ou por um grupo reunido em consórcio, para posterior colocação no mercado secundário.

Combinação de opções

Compra ou venda de duas ou mais séries de opções sobre a mesma ação-objeto, porém com preços de exercício e/ou datas de vencimento diferentes.

Comitente

Pessoa que encarrega uma outra de comprar, vender ou praticar qualquer ato, sob suas ordens e por sua conta, mediante certa remuneração a que se dá o nome de comissão.

Commercial paper

Nota promissória de curto prazo normalmente emitida por empresas de grande porte e reduzido risco de crédito. Estes papéis são vendidos diretamente pelas empresas aos investidores, mas também podem ser emitidos via corretora. É um meio de as empresas obterem recursos a um custo menor que os juros bancários.

Commodities

Termo em inglês que significa "mercadoria". Se referem a mercadoria em estado bruto ou produto primário com grande importância comercial, como por exemplo, café, milho, algodão, cobre, petróleo etc. Por ser um produto não-diferenciado (dado um nível de padrão), que não tem preço diferente por questões de marca, nem envolve alta tecnologia, é fácil criar mercados homogêneos para estes produtos. Por isso, é fácil ver um mercado internacional que negocia soja, café ou petróleo, mas não há uma bolsa negociando carros da marca x ou y.

Companhia

O mesmo que Sociedade Anônima.

Compra em margem

Aquisição de ações a vista, com recursos obtidos pelo investidor por meio de um financiamento com uma sociedade corretora que opere em Bolsa. É uma modalidade de operação da Conta Margem.

Concordata

Recurso jurídico concedido à empresa insolvente (que não tem condições momentâneas de saldar seus compromissos nos prazo contratuais) para evitar ou suspender sua falência. Permite que a empresa continue com suas atividades, ficando obrigada a liquidar suas dívidas dentro de um prazo estabelecido judicialmente. Distingue-se , portanto, da falência, quando a empresa insolvente cessa todas as suas atividades.

Confirmação

Aviso que o corretor dá ao cliente da efetivação de uma negociação com ações.

Conta margem

Forma de negociação de ações que possibilita ao investidor obter, em uma sociedade corretora, financiamento para compra dos títulos e/ou empréstimo dos papéis para venda. Essas operações são feitas no mercado a vista de bolsa. O custo e liquidação do financiamento, bem como a remuneração do empréstimo dos títulos e sua devolução, são pactuados diretamente entre o investidor e a corretora.

Contas Públicas

O resultado das contas do setor público é conhecido como déficit público - que representa o excesso de gastos do Governo (em suas diferentes instâncias: Governo Federal e Banco Central; Estados e Municípios, ainda, empresas estatais) frente as suas receitas. Entretanto, esta contabilidade pode ser dividida em três níveis:

(1) Déficit Nominal: corresponde ao resultado nominal das contas do setor público, ou seja, não é excluído o efeito da inflação sobre o fluxo de receitas e despesas do governo.

(2) Déficit Operacional: corresponde ao resultado real das contas públicas, ou seja, exclui-se do resultado nominal o efeito da inflação.

(3) Déficit Primário: corresponde ao resultado fiscal das contas públicas, ou seja, exclui-se do resultado operacional a despesa com juros que o Governo tem que pagar sobre as suas dívidas.

Assim, o resultado puro das contas do Governo é representado pelo déficit primário, que diz, sem o efeito da inflação e dos juros pagos sobre as suas dívidas, se ele gastou mais ou menos do que a sua receita permitia. Entretanto, com as altas taxas de juros praticadas e o crescimento da dívida mobiliária, o acompanhamento do déficit no conceito operacional vem sendo cada vez mais relevante, uma vez que a despesa com juros representa uma grande fonte de gastos para o Governo. À medida que a estabilidade de preços for se firmando no país, o conceito de déficit nominal ganhará maior relevância, pois o efeito diminuto da inflação deverá dar novo sentido a esta estatística - tendendo a substituir a relevância do conceito operacional. O Banco Central divulga estes três conceitos de déficit público, só que sob a ótica da necessidade do seu financiamento. Ou seja, é divulgada a série de necessidades de financiamento do setor público, que é o mesmo que dizer: se o governo tem necessidade de financiamento, é por que tem déficit; enquanto que, se apresentar uma necessidade de financiamento "negativa", isso quer dizer que ele teve um superávit, ou seja, gastou menos do que arrecadou.

Controle Acionário

Posse, por um acionista ou grupo de acionistas, da maior parcela de ações, com direito a voto, de uma empresa, garantindo o poder de decisão sobre ela.

Conversão

Mudança das características de um título. No caso de ações, pode ser sua transformação, quanto à forma (de nominativa para escritural) ou à espécie ( de ordinárias em preferenciais ou vice-versa) dependendo de deliberação de assembléia geral extraordinária e do disposto no estatuto social de uma sociedade anônima.

Corretagem

Taxa de remuneração de um intermediário financeiro na compra ou venda de títulos.

Corretor

Intermediário na compra e venda de títulos.

Corretora de Valores

Atua no mercado de capitais, comprando e vendendo ações e distribuindo títulos de valores mobiliários, de carteira própria e de terceiros. Opera fisicamente nas bolsas de valores, administra fundos de investimento, faz lançamento de ações ao público, administra carteira, faz custódia de valores mobiliários e intermedia operações de câmbio.

Cotação

É preço de títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias que estão sendo negociadas. Termo utilizado principalmente nas bolsas de valores ou de mercadorias.

Cotação de abertura

Cotação de um título na primeira operação realizada em um dia de negociação.

Cotação de fechamento

Última cotação de um título em uma dia de negociação.

Cotação máxima

A maior cotação atingida por um título no decorrer de um dia de negociação.

Cotação média

Cotação média de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.

Cotação mínima

A menor cotação de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.

CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira

Cobrada sobre toda movimentação financeira. A alíquota atual é de 0,38%. Na prática, a cobrança acontece apenas quando há movimentação na conta corrente. Como toda aplicação em investimento ou troca de aplicação precisa necessariamente passar pela conta corrente, qualquer movimentação é tributada. A CPMF foi criada com o objetivo de destinar recursos para a área de saúde, embora haja muita controvérsia política sobre o destino efetivo do dinheiro. Do ponto de vista econômico, a contribuição é muito questionada porque cria ruídos no processo produtivo e é um imposto que vai se acumulando sobre outros. Para o mercado financeiro, é mais um custo que prejudica as operações, especialmente no mercado de ações, o que muitas vezes afasta os investidores internacionais. Seu nome antigo era IPMF (Imposto Provisório sobre a Movimentação Financeira).

Crack

Ocorre quando as cotações das ações declinam velozmente para níveis extremamente baixos.

Cupom cambial

É o rendimento em dólar, pago ao investidor que assume risco de investir em outra moeda (no caso brasileiro, o real), bem como a taxa de juro paga nos títulos com correção cambial. A diferença entre a taxa de juros interna e a desvalorização da taxa de câmbio do país equivale ao juro pago em dólar, ou cupom cambial. O cupom cambial tende a se elevar quanto maior for o risco de desvalorização do real, através do aumento dos juros internos. Um exemplo: se o juro interno está em 15%, e o real se desvaloriza 5%, o cupom cambial fica em 9,5% (juro composto). Se a desvalorização do real fica em 7%, o cupom cambial cai para 7,5%. Por isso, se há risco de uma desvalorização mais forte do Real, o governo precisa aumentar os juros internos, para manter atraente o juro pago em dólar para os investidores.

Custo de oportunidade

O quanto se deixa de receber de um investimento quando se opta por um segundo investimento. Por exemplo: quando se investe em ações, esperando um retorno, o custo de oportunidade pode ser o juro pago na caderneta de poupança, uma vez que o dinheiro investido nas ações não foi aplicado na caderneta. Este tipo de raciocínio é uma forma de tornar relativos os ganhos. Se dissermos que ganhamos 20% com uma ação é uma coisa. Se dissermos que ganhamos 20% com uma ação, mas poderiamos ter ganho 15% na caderneta de poupança, é outra coisa. Quando comparamos o rendimento da caderneta, uma opção quase sem risco, com a ação percebemos que o ganho não foi tão grande. Quem arriscou para ganhar 20% deixou de ganhar os 15% da caderneta. Este conceito também pode ser usado em qualquer investimento em empresas. Quando se tem um projeto de investir em rede fast food, por exemplo, com retorno de 15% ao ano, uma opção é verificar se não vale mais a pena ganhar estes mesmos 15% na caderneta de poupança, sem trabalhar!

Custódia

Significa a guarda de títulos e valores. É o local onde os títulos e as ações são registrados em nome de quem os comprou, garantindo a sua propriedade. Existem empresas especializadas a guardar esses títulos ou ações. O Cetip custodia títulos de renda fixa e as bolsas de valores mantém suas próprias câmaras de custódia para as ações negociadas em seu pregão. A Bovespa tem a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Essa câmara é responsável pela manutenção e atualização dos direitos das ações (dividendos, bonificações, subscrição etc.). Além do extrato mensal, a cada movimentação é emitido um aviso ao acionista.

Custódia fungível

Serviço de custódia no qual os valores mobiliários retirados podem não ser os mesmos depositados, embora sejam das mesmas espécie, qualidade e quantidade. Hoje a custódia fungível trabalha apenas com ações, no Brasil, mas é possível trabalhar com qualquer outro valor que tenha características homogêneas. Não há emissão de um certificado em papel, o que evita a necessidade de controlar certificados específicos, uma vez que os ativos têm as mesmas características (são homogêneos). Esta forma é menos burocrata, porque facilita o fluxo mais ágil dos ativos.

CVM - Comissão de Valores Mobiliários

Órgão federal, subordinado ao Ministério da Fazenda, que tem a função de regulamentar o mercado de capitais - bolsas e balcão -, especialmente no desenvolvimento, disciplina e fiscalização desses mercados. Sob fiscalização da CVM estão as Bolsas de Valores e sociedades corretoras, os bancos de investimento, as distribuidoras e as companhias abertas, os agentes autônomos de investimento e as carteiras de depósitos de valores mobiliários, os fundos e sociedades de investimento e os auditores independentes, os consultores e analistas de valores mobiliários.

 

Topo

 

D

                

D +

Jargão utilizado no mercado financeiro que expressa o dia da operação financeira e o dia em que ela será realmente efetuada. Só são considerados os dias úteis neste cálculo. Exemplo: o cliente enviou um DOC hoje, mas ele será creditado apenas amanhã. O crédito ocorre em D+1. O "D" significa o dia em que foi feita a operação verbalmente e o "+ seguido de um número" significa o número de dias úteis necessários para que se efetive realmente a operação. D+0 = hoje; D+1 = próximo dia útil; D+2 = dois dias úteis adiante etc. As ordens de resgate em fundos de ações ocorrem geralmente em D+3.

Data de exercício da opção

Data de registro em pregão da operação de compra ou de venda a vista das ações-objeto da opção.

Data de vencimento da opção

O dia que se extingue o direito de uma opção.

Data ex-direito

Data em que uma ação começará a ser negociada ex-direito (dividendo, bonificação, subscrição), na bolsa devalores.

Day-trade

Expressão em inglês que significa a realização de uma operação financeira e sua liquidação no mesmo dia, ou seja, a compra e venda do mesmo ativo, na mesma quantidade, no mesmo dia e pela mesma sociedade corretora. Dessa forma, o investidor permanece com a posição de investimento inalterada, porém realiza ganhos ou perdas com a operação.

Dealer

São instituições credenciadas pelo Banco Central a participar dos leilões informais de câmbio e títulos públicos. Os dealers são escolhidos dentre os bancos mais ativos no mercado. Eles têm a responsabilidade de informar os demais bancos sobre o leilão informal. Bancos que falham com essa obrigação são descredenciados pelo Banco Central.  

Debêntures

Título que garante ao comprador uma renda fixa, ao contrário das ações, cuja renda é variável. O portador de um debênture é um credor da empresa que a emitiu, ao contrário do acionista, que é um dos proprietários dela.

Debêntures conversíveis em ações

Aquelas que, por opção de seu portador, podem ser convertidas em ações, em épocas e condições predeterminadas.

Deduções estatutárias

Parte dos lucros de uma empresa que, conforme determinação de seu estatuto social, não é distribuída aos acionistas.

Demanda

Em economia é o desejo de consumo individual ou coletivo de bens e serviços, a determinado nível de preços. 

Democratização do capital

Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada se transfere, total ou parcialmente, para um grande número de pessoas que desejam dela participar e que não mantém, necessariamente, relações entre si, com o grupo controlador ou com a própria companhia.

Demonstrações Financeiras

Demonstrações das principais contas da empresa, relatadas no balanço patrimonial, demonstração de resultado, demonstração das origens e aplicações de recursos (Doar), alterações do patrimônio líquido e notas explicativas.

Depósito Compulsório

Os bancos mantém parte de seus depósitos no Banco Central. Parte destes depósitos são voluntários - para cobrir eventuais déficits na compensação bancária - , e parte são compulsórias. As Reservas Compulsórias são uma proporção dos depósitos à vista e a prazo (sendo que por um curto prazo de tempo também exigiu-se compulsórios sobre operações de empréstimos, avais e fianças) que os bancos tem que recolher no Bacen, obrigatoriamente. Quem fixa este percentual é o CMN, com o propósito de limitar a expansão das operações de crédito na economia.

Depreciação

Significa a perda de valor de algum ativo em decorrência do uso, da ação do tempo, da obsolescência tecnológica ou redução no preço de mercado - geralmente de máquinas, equipamentos e edificações. O cálculo da depreciação pode ser feito pelo custo original ou pelo custo atual. No mercado financeiro, depreciação também é usada para indicar que a moeda nacional perde poder de compra em relação às moedas estrangeiras. 

Derivativos

Nome genérico de um grupo extenso de operações financeiras, as mais variadas, excluindo as que sejam compra e venda direta de ativos financeiros ou reais, embora estas operações tenham como base de negociação o preço ou cotação de um ativo (chamado de ativo-objeto). São operações financeiras que derivam de ativos-objetos. Neste grupo estão operações do mercado futuro, do mercado de opções, dos swaps e de todas as operações mais complexas de engenharia financeira. Um exemplo ajuda a entender. A compra e venda de ações é uma operação de mercado à vista. Já a compra e venda de índice futuro de ações, ou opção de compra de uma ação, ou opção de compra de índice futuro de ações, são derivativos, contratos que não são o próprio ativo ações, mas derivados destas. Estes grupos são contratos mais padronizados neste mercado de derivativos. Mas existem inúmeras outras operações possíveis, em mercados de balcão, ou geradas pela combinação entre contratos existentes, através de engenharia financeira. As operações com derivativos podem ser usadas como mecanismo de Hedge (proteção), ou como operações de alto risco com objetivo de lucros extraordinários. Vale lembrar que neste caso, se a estratégia montada for perdedora, o prejuízo também será extraordinário. Este aspecto de risco é o que preocupa os mercados financeiros internacionais, porque muitas vezes nem mesmo as autoridades financeiras internacionais conseguem prever as conseqüências de operações muito sofisticadas. Para entender mais sobre derivativos pesquise também mercado futuro, mercado de opções e swaps. 

Deságio

É quando se paga por um ativo (título, ação ou bem qualquer) um preço menor que o de face, ou tabelado, ou de referência. É a diferença, para menos, entre o valor nominal e o preço de compra de um bem.

Desconto de duplicata

Operação de crédito para empresas. O banco empresta dinheiro para a empresa e recebe duplicatas, de clientes desta empresa, como garantia da operação. Se alguma duplicata deixar de ser paga, regra geral, cabe à empresa que entregou as duplicatas pagar a dívida e depois ir tentar recuperar sua perda diretamente com seu cliente.

Desdobramento de cautelas

É a elevação do número de ações sem a correspondente elevação do capital social da empresa. Ocorre quando a empresa desdobra cada uma de suas ações em duas, três, ou mais; sendo que todas juntas permanecem com o valor nominal da ação desdobrada.

Desemprego (índices de)

Existem várias metodologias para medir o desemprego. De maneira geral, os índices procuram captar o porcentual de pessoas capacitadas e disponíveis para trabalhar que se encontram desocupadas. Alguns indicadores computam uma base maior de trabalhadores, considerando todos os trabalhadores aptos para o trabalho. É o caso do índice de desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Já o índice da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem por base apenas do número estimado de trabalhadores que estão de fato em busca de colocação no mercado. Por isso, o índice do IBGE é sistematicamente inferior ao índice do Dieese, porque medem situações diferentes. 

Desvio de prêmio - ranking Sharpe / Anbid

É o risco do fundo em relação à taxa livre de risco (riskfree) ou benchmark (parâmetro de mercado usado como medida de desempenho).

DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos

Instituto de pesquisas criado em 1955, com o objetivo de assessorar os sindicato de trabalhadores. Fornece periodicamente dados relativos a custo de vida, desemprego, produtividade e nível de salário real.

Diferencial

Combinação de possíveis compras e vendas de opções sobre a mesma ação-objeto, porém de séries diferentes.

Direito de retirada

Direito de um acionista de se retirar de uma empresa, mediante o reembolso do valor de suas ações, quando for dissidente de deliberação de assembléia que aprovar determinadas matérias definidas na legislação pertinente.

Direito de subscrição

Direito de uma acionista de subscrever preferencialmente novas ações de uma sociedade anônima quando do aumento de seu capital.

Direitos

Veja Benefícios.

Disclosure

Transparência da empresa. É um termo geralmente utilizado pelo mercado financeiro, especialmente no caso da postura de empresas e instituições financeiras que tenham títulos no mercado de capitais. A obrigação que a empresa tem de informar todas as questões relacionadas à sua situação econômica e financeira, e de seus títulos, ao mercado.

Distribuidora

Veja Sociedade distribuidora.

Diversificação

É como o investidor divide sua poupança nos diversos ativos financeiros e reais, como colocar 10% de seu dinheiro guardado na caderneta de poupança, 50% em fundos de renda fixa, 20% em fundo imobiliário e 20% em ações. A diversificação ajuda a reduzir os riscos de perdas. É o velho ditado: não coloque todos os ovos numa única cesta. Desta forma, quando um investimento não estiver indo muito bem, os outros podem compensar, de forma que na média não se tenha perdas mais expressivas. Imagine uma pessoa que compre 100% de sua poupança em ações de uma empresa que venha a falir! Da noite para o dia este investidor perdeu todo o seu dinheiro. Melhor então dividir a poupança em vários investimentos. A forma como a pessoa diversifica suas aplicações depende de seu perfil como investidor, especialmente do nível de risco que aceita, do prazo que espera obter rendimento, de seus objetivos de vida, e do volume de dinheiro que pode investir. Uma pessoa com pequena poupança tem menor capacidade de diversificar que uma pessoa com muito dinheiro. Quem tem dez mil reais não pode querer investir uma parte em imóveis, o que é possível para quem tem um milhão de reais, por exemplo. Também é preciso lembrar que existem os valores mínimos exigidos para cada aplicação. Assim, se um fundo de ações exige um mínimo de cinco mil reais, um investidor que tenha menos do que este patamar não pode diversificar suas aplicações incluindo este fundo. O ideal na diversificação é incluir ativos mais e menos líquidos, com maior e menor nível de risco e rentabilidade, de vários mercados, de forma a reduzir o risco geral da carteira de perdas provocadas por uma rentabilidade baixa ou negativa de um único ativo. E dentro de um mesmo mercado, como o de ações, o mais recomendado é diversificar a carteira em vários papéis, novamente com o objetivo de reduzir os riscos.

Dívida Externa

Somatória dos débitos de um país, garantidos pelo seu governo, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos com residentes no exterior. Os débitos podem ter origem no próprio governo, em empresas estatais e em empresas privadas. Neste último caso, isso ocorre com aval do governo para fornecimento das divisas que servirão às amortizações e ao pagamento de juros. Cada país tem um conjunto de títulos de dívida, com nomes diferentes, que representam contratos com condições diferenciadas de juros, carência, vencimentos, garantias etc. Os títulos da dívida externa são importante indicador do risco do país. Por isso se diz, quando os juros dos títulos da dívida brasileira sobem, que o risco do Brasil aumentou. Isso significa que os investidores estão exigindo maior juro pelo papel por entender que o risco do país aumentou.

Dívida Interna

Somatória dos débitos assumidos pelo governo junto às pessoas físicas e jurídicas residentes no próprio país. Sempre que as despesas superam as receitas, há necessidade de dinheiro para cobrir o déficit. Para isso, as autoridades econômicas podem optar por três soluções : emissão de papel- moeda, aumento da carga tributária (impostos) e lançamento de títulos.

Dividend yeld

Taxa obtida dividindo-se o valor do dividendo distribuído por ação pelo preço atual da ação. O indicador pode ser usado na análise da rentabilidade esperada de uma ação. Por exemplo, se uma ação custa R$ 100,00 e se espera, com base na política de distribuição e nas projeções de lucro da empresa, uma distribuição de dividendos de R$ 15,00 por ação, tem-se então um yield de 15%.

Dividendo

Valor distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas. Normalmente, é resultado dos lucros obtidos por uma empresa, no exercício corrente ou em exercícios passados.

Dividendo cumulativo

Dividendo que, caso não seja pago em um exercício, se transfere para outro.

Dividendo pro rata

Dividendo distribuído às ações emitidas dentro do exercício social proporcionalmente ao tempo transcorrido até o seu encerramento.

Dólar Cabo

Estabelece o parâmetro de compra e venda de moeda que será utilizada para transferência direta do exterior, e para o exterior via ordem de pagamento, portanto, sem o manuseio do dólar papel. A cotação é expressa em R$ por US$.

Dólar Comercial

Corresponde à taxa de câmbio para importação e exportação e operações financeiras, com liquidação em dois dias, emissão de passagens aéreas e marítimas, bônus, commercial paper , negociadas entre bancos comercias e empresas com o objetivo de fechar suas posições no comércio exterior e remessas de capitais. Antigamente havia dólar comercial e dólar flutuante. Hoje estes mercados estão unificados. A taxa chamada de venda é a quanto o banco está cobrando para vender dólar. A taxa chamada de compra é o quanto o banco está pagando para comprar dólar. A cotação é expressa em R$ por US$.    

Dólar Fiscal

Corresponde à taxa de câmbio para efeito de cálculo dos tributos incidentes na importação do próprio dia, divulgada pela Receita Federal.

Dólar Paralelo ou Papel

Estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moeda adquirida fora dos meios oficiais, ou seja, via doleiros. É importante salientar que a cotação do dólar paralelo é influenciada pela cotação do ouro no mercado externo. A taxa chamada de venda é a quanto o doleiro está cobrando para vender dólar. A taxa chamada de compra é o quanto o doleiro está pagando para comprar dólar. A cotação é expressa em R$ por US$.

Dólar Ptax

Dólar oficial do Banco Central (Ptax800). Estabelece o parâmetro para as operações de compra e venda de comércio exterior e operações financeiras.

Dólar Turismo

Estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moeda para pessoas que vão viajar para o exterior, deve verificar que a cotação é diferente para a compra de dólar em papel moeda da compra de traveller’s check. A cotação é expressa em R$ por US$.

Dow Jones

Índice utilizado para acompanhar a evolução dos negócios na Bolsa de Valores de Nova York . Seu cálculo é feito a partir de uma média das cotações entre as trinta empresas de maior importância na bolsa de valores, as vinte companhias ferroviárias mas destacadas e as quinze maiores empresas concessionárias de serviços públicos.

Dumping

Venda de produtos a preços mais baixos que os custos, com a finalidade de eliminar a concorrência e conquistar fatias maiores de mercado.

Duration

Indicador utilizado pelos analistas de instituições financeiras para medir a sensibilidade de títulos à variação da taxa de juros. É calculado com base no fluxo de caixa do título, do pagamento de juros e principal, em cada prazo contratual, bem como no valor presente do título. Em outros termos, a duration mede qual o prazo médio no qual o detentor do título terá recebido o pagamento total. Contudo, como existem constantes variações de taxa de juros no mercado, haverá conseqüentemente variações no valor presente do título e na sua duration. Quando ocorre um aumento de taxa de juros, o valor presente diminui e a duration também diminui. A duration de carteira é a média ponderada das durations dos ativos e representa o prazo médio do pagamento total da carteira. 

Topo

 

E

                

Emissão

Colocação de dinheiro ou títulos em circulação.

Emprego

O nível de emprego e a renda dos trabalhadores são um reflexo do nível de atividade (produção) da economia. Em momentos de crescimento econômico, as empresas procuram mais trabalhadores para ampliar a produção. Assim, quanto maior o nível de atividade, maior o número de postos de trabalho e/ou maior o salário dos empregados. Com mais procura por trabalhadores, estes podem exigir melhores salários e melhores condições de trabalho. A época do ano também interfere no nível de emprego. No final de ano, a economia costuma estar aquecida devido ao pagamento do 13º salário e o aumento do consumo, e com isto o desemprego cai. Nos primeiros meses do ano, em que os consumidores evitam gastar, a economia desacelera e muitos trabalhadores são demitidos. O progresso técnico interfere no nível de emprego. As modernas tecnologias tornam a produção mais automatizada e menos demandante de mão-de-obra, especialmente a de menor qualificação. O emprego é um dos elementos mais importantes na condução da política econômica, em virtude das suas implicações sociais. Sempre é desejável que a condução da política tenha como objetivo levar a economia a uma situação de pleno emprego. Mesmo no chamado pleno emprego, o desemprego nunca é zero. Isso se deve ao tempo existente entre a saída do trabalhador de um posto de trabalho e sua entrada em outro. Devido a esse movimento, a totalidade dos trabalhadores nunca estará simultaneamente empregada. Este desemprego mínimo inevitável é chamado de "desemprego friccional" nos manuais de economia.

Empresa aberta

Empresa que pode lançar ações e títulos mobiliários no mercado. A empresa pode ser aberta e não estar listada em Bolsa de Valores.

Empresa fechada

Empresa que não pode lançar ações e títulos mobiliários.

Encargos Sociais

Conjunto de obrigações trabalhistas que devem ser pagas pelas empresas mensalmente ou anualmente, além do salário do empregado.

Endosso

Transferência da propriedade de um título mediante declaração escrita, geralmente feita em seu próprio verso.

Especulação

Negociação em mercado com o objetivo de ganho, em geral a curto prazo. Embora exista um senso comum diferente, especulação é uma atividade normal no mercado financeiro e em qualquer negócio. As pessoas compram um imóvel acreditando que ele vai valorizar, ou pelo menos que não vai perder valor. Quem acredita que um imóvel vai perder valor procura vendê-lo antes. Especular, portanto, é uma atividade típica de investidor, no sentido de comprar ativos financeiros que devem valorizar mais do que outros, e vender ativos que devem perder valor ou valorizar menos. Não há nada de ilegal nesta atividade. O senso comum que se tem da palavra especulação é por conta de haver confusão com a palavra manipulação.

Euro

O Tratado de Maastricht, de 1992, estabeleceu uma série de metas para o estabelecimento de uma moeda comum a todos os países-membros da União Européia. Desde então, várias negociações progrediram até que se definisse a unificação monetária com a abolição das moedas nacionais em 1º de janeiro de 2002. Os países devem respeitar limites macroeconômicos, como endividamento público, déficit fiscal e inflação. A autoridade responsável pela coordenação da política monetária dos países-membros é o Banco Central Europeu (BCE), com sede em Frankfurt, Alemanha. Nem todos os países da União Européia adotaram o Euro. Dos 15 países que compões a EU, aderiram ao Euro Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Grécia, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal (a Grécia só cumpriu os pré-requisitos mais tarde e tem um cronograma diferenciado dos demais países). Estes países compõem a chamada Eurolândia. Muitos questionam-se sobre o sucesso da moeda e os custos de se abandonar moedas nacionais fortes e tradicionais. É o caso do Reino Unido, onde a opinião pública é majoritariamente contrária à extinção da libra esterlina. Também ficaram de fora a Dinamarca e a Suécia. Ao ser lançado, em 1º de janeiro de 1999, o Euro passou a ser moeda única expressa em valores fixos nas moedas nacionais dos países que o adotaram. Como moeda em regime de câmbio flutuante, seu valor tem oscilado. Mas as suas quedas no primeiro ano engrossaram os argumentos dos céticos com a moeda única.

Eurobond (eurobônus)

Títulos privados ou públicos, com valor expresso em uma determinada moeda (em geral dólares estadunidenses) e vendidos em outro país que não o da moeda utilizada. Por meio meio destes papéis é possível a empresas e governos captar recursos de médio e longo prazos no chamado euromercado, nome usado para designar o dinheiro mantido em depósitos em moedas nacionais fora de seus países de origem (por exemplo, dólares mantidos em depósitos britânicos ou japoneses). O nome Eurobônus não significa que os títulos são lançados necessariamente na Europa, embora esse seja o caso mais comum. 

Exclusão do direito de preferência

O estatuto da empresa aberta que contiver autorização para aumento do capital pode prever a emissão, sem direito de preferência, para antigos possuidores de ações, de debêntures ou partes beneficiárias conversíveis em ações.

Ex-direitos

Denominação dada a uma ação que teve exercidos os direitos concedidos por uma empresa.

Execução de ordem

Efetiva realização de uma ordem de compra ou venda de valores mobiliários.

Exercício de opções

Operação pela qual o titular de uma operação exerce seu direito de comprar ou de vender o lote de ações-objeto, ao preço de exercício.

Exercício Social

Período de 12 meses em que o orçamento financeiro de uma empresa deve ser executado. No término do exercício, deve-se fazer um balanço das atividades da empresa, a partir do qual são calculados impostos, lucros, dividendos etc.

Ex-proventos

É o que se diz de uma ação que está sendo negociada sem os direitos de seus proventos (dividendos, subscrição e bonificação). Esta é uma denominação em geral dada por prazos curtos, apenas para caracterizar claramente uma situação que foi alterada. Por exemplo, suponha que uma empresa pague sempre dividendos em março. Até a divulgação do valor destes dividendos referentes 1999, ela estará sendo cotada considerando este direito incluído. Assim que ela anunciar estes dividendos, por exemplo em 15 de março de 2000, a Bolsa de Valores define que o papel passa a ser negociado sem este direito. Ou seja: sem o direito dos dividendos de 1999. Mas continua sendo negociada com outros direitos que serão anunciados no futuro, até que sejam anunciados. O ex-proventos (como ex-dividendos) é um título temporário que a ação recebe, apenas naqueles primeiros dias do anúncio de provento, para deixar bem claro que algo aconteceu com o papel naqueles dias, a ponto de eventualmente interferir em seu preço de mercado. 

 

  Topo

F

   

FAC - Fundo de Aplicação em Cotas

Esse tipo de fundo de investimento se difere dos demais pelo fato de comprar e vender cotas de outros fundos de investimento e não papéis e títulos disponíveis no mercado.

FAF - Fundo de Aplicação Financeira

Fundo criado pelo plano Collor II em substituição aos fundos de curto prazo, inclusive o open e o over. As taxas de remuneração das FAFs deveriam ser iguais às da TR , substituindo com vantagens as aplicações de curto prazo anteriores.

Falência

Quando, através de ação judicial, uma empresa é declarada incapaz de saldar seus débitos nos prazos contratuais, ou mesmo se for beneficiada pelo adiamento dos prazos, caso da concordata. A falência pode ser pedida pelos representantes da própria empresa ou por um credor que tenha título de dívida vencida.

FAPI

Fundo de Aposentadoria Programada Individual.

Fechamento de posição

Operação pela qual o lançador de uma opção, pela compra em pregão de uma outra da mesma série, ou o titular, pela venda de opções adquiridas, encerram suas posições ou parte delas. A expressão também é utilizada quando da realização de operações inversas no mercado futuro.

Fechamento em alta

Quando o índice de fechamento for superior ao índice de fechamento do pregão anterior.

Fechamento em baixa

Quando o índice de fechamento for inferior ao índice de fechamento do pregão anterior.

FED - Federal Reserve

Banco Central norte-americano. É composto de fato por doze bancos regionais e 24 filiais. 

FIESP - Federação das Indústrias do Estado de S.Paulo

Órgão sindical de representação dos interesses dos industriais do estado. Congrega mais de 100.000 indústrias, grandes, médias e pequenas, reunidas em 106 sindicatos diferentes.

FGV 100

É um índice de preços de ações, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Faz uma média ponderada dos preços de 100 ações de empresas privadas não-financeiras que têm seus papéis negociados nas principais Bolsas de Valores do País, selecionadas segundo critérios de qualidade e liquidez.

FGV 100 Especial

Semelhante ao FGV 100, só que inclui também empresas estatais.

FIF

Fundo de Investimento Financeiro. Investem diretamente em ativos financeiros. Genericamente chamados de fundos de renda fixa, os FIFs são fiscalizados pelo Banco Central. Eles podem conter também títulos de derivativos e papéis de renda variável, ou estarem vinculados a ativos atrelados ao dólar. Sua concentração, no entanto, deve ser em títulos de renda fixa (prefixados ou DI). Atenção: na prática, os fundos de derivativos e de multiportifólio são de renda variável, porém eles são classificados como FIFs e estão sob fiscalização do Banco Central. Portanto, no grupo de FIFs temos carteiras com perfil de renda fixa e carteiras com elevada concentração de risco e papéis diversos, de renda variável, incluindo derivativos.

Filhote

Veja Bonificação em ações.

FIPE

Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, vinculada à Universidade de São Paulo.

Float

É a receita apropriada pelos bancos por meio dos rendimentos dos recursos mantidos pelos clientes em depósito à vista (conta corrente).

Fluxo de Caixa

O pagamento ou recebimento efetivo do dinheiro por uma empresa ou instituição governamental.

Franchising

Método de comercialização de produtos ou serviços no qual o franqueado obtém o direito de uso de uma marca e opera de acordo com um padrão de qualidade estabelecido pelo franqueador em troca de um pagamento de um determinado valor.

FOB - Free on Board

Designação da cláusula de contrato segundo a qual o frete não está incluído no custo da mercadoria. Valor FOB é o preço de venda da mercadoria acrescido de todas as despesas que o exportador faz até colocá-lo a bordo.

FGV - Fundação Getúlio Vargas

Entidade fundada em 1944. A instituição tem o objetivo de dedicar-se à pesquisa no campo das ciências sociais, da administração e economia, reunindo características de escola, editora e centro de estudos, pesquisa e cooperação técnica.

Fundo 157

Fundo criado em 1967 com a finalidade de alavancar o mercado de ações. Os contribuintes tinham opção de aplicar parte do Imposto de Renda (2%) no fundo, permitindo que o investidor, em lugar de pagar o IR, pudesse adquirir quotas de fundos administrados pelo banco de sua escolha. Os fundos receberam investimentos de 1967 a 1982, e não foram extintos. Os recursos estão disponíveis para o resgate. 

Fundo de pensão

Conjunto de recursos proveniente de contribuições de empregados e da própria empresa administrados por uma entidade a ela vinculada, cuja destinação é a aplicação em uma carteira diversificada de ações, outros títulos mobiliários e imóveis.

Fundo Garantidor de Crédito

É um fundo criado pelo governo, mas mantido pelos bancos, com a finalidade de funcionar como uma espécie de seguro bancário para os investidores. Desta forma, quem investe em um banco que quebra tem pelo menos parte de seu dinheiro devolvido. O seguro máximo hoje é de R$ 20 mil. Estão seguradas diversas aplicações financeiras, como CDBs, RDBs, depósitos à vista, caderneta de poupança, letras hipotecárias, letras de câmbio e letras imobiliárias. Se o cliente tiver mais do que este montante nestas aplicações, somente vai poder receber o que tem direito após a liquidação do banco. Mas neste caso, o cliente entra na fila com os demais credores, e pode não reaver todo o seu dinheiro. Lembre-se que os fundos de investimento não são garantidos por este seguro, porque são um condomínio de quotistas.

Fundo imobiliário

Fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio fechado, cujo patrimônio é destinado a aplicações em empreendimentos mobiliários. As quotas desses fundos, que não podem ser resgatadas são registradas na CVM, podendo ser negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão.

Fundo mútuo de ações

Conjunto de recursos administrados por uma distribuidora de valores, sociedades corretora, banco de investimento, ou banco múltiplo com carteira de investimento, que os aplica em uma carteira diversificada de ações, distribuindo os resultados aos cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas.

Fundo mútuo de ações carteira livre

Constituído sob a forma de condomínio aberto ou fechado, é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de títulos e valores mobiliários. Deverá manter, diariamente , no mínimo 51% de seu patrimônio aplicado em ações de emissão das companhias abertas, opções de ações, índices de ações e opções sobre índices de ações.

Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes

Constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma comunhão de recursos destinados a aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão de empresas emergentes. Entende-se como empresa emergente, a companhia que satisfaça os seguintes parâmetros:

1. Tenha faturamento líquido anual consolidado inferior a R$ 60 milhões;

2. Não seja integrante de grupo de sociedades com patrimônio líquido superior a R$ 120 milhões.

 


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